Para quem não entende muito bem o critério de premiação de categorias como Mixagem de Som ou Edição de Som, o Cineclick preparou um hotsite sobre o Oscar bem didático, explicando um pouquinho de cada categoria e ainda faz um breve histórico.
O link é http://cinema.cineclick.uol.com.br/especiais/hotsites/2009/oscar/categoria.php
Confiram!
sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009
segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009
Saudosismo sem sucesso
Um custo total de 130 milhões de dólares, quatorze meses de produção, quase três horas de duração fizeram de “Austrália” o filme mais esperado da história do país-título e a maior produção feita na região. Mas a principal aposta da Twentieth Century Fox para o Oscar 2009 acabou ficando apenas com a singela indicação de melhor figurino e faturou pouco mais de 14 milhões de 800 mil no fim de semana de estreia, e por isso é considerado mais um fracasso para o currículo de Nicole Kidman, que desde “As horas” não consegue emplacar nenhum sucesso, nem de crítica ou muito menos de público. “Austrália” conta a historia da aristocrata inglesa Lady Sarah Ashley, vivida por Kidman, que, no início da Segunda Guerra Mundial, é obrigada a ir até a fazenda da família na Austrália para vender o gado. Lá conhece um vaqueiro, o troglodita Hugh Jackman, por quem acaba se apaixonando. Tudo isso vemos sob o ponto de vista do menino aborígene Nullah, vivido pelo novato Brandon Walters.
Mas parece que só valeu mesmo a intenção. O grande pecado do longa de Baz Luhrmann foi tentar ser um novo clássico. A estrutura épica da produção quer fazer do filme um marco, mas tamanha pretensão, que mira em “E o vento levou” e atinge de raspão em “Era uma vez no Oeste” e “A cor púrpura”, acaba acertando no fraco “Pearl Harbor”. A irregularidade da narrativa proporciona momentos interessantes – como o toque de humor na cena em que Sarah conhece o Capataz ou a única cena de canguru – e sensíveis – a história do menino aborígene e seu avô profeta, por exemplo – mas não chega lá. Luhrmann até tenta dar um toque pessoal à estrutura do filme, o que nos faz pensar por um momento que o filme vai deslanchar, mas a tentativa não ultrapassa os primeiros dez minutos, onde vemos alguns truques de edição que não foram suficientes para tornar “Austrália” um filme moderno.
A opção pela linguagem do clássico-narrativo faria do filme um sucesso há 20 ou 25 anos, mas hoje técnicas já superadas como closes em momentos de grande sentimentalismo, trilha sonora com notas altas para criar um clímax nas cenas importantes, um certo maniqueísmo na construção dos personagens (bons e maus bem definidos), e edição em câmera lenta das cenas mais tensas já não atraem a “geração videoclipe” que o próprio Baz soube cativar – e eu diria, ironicamente, ser ele um de seus maiores ícones – em “Moulin Rouge – Amor em vermelho” e “Romeu+Julieta”.
Os personagens são simpáticos, mas as atuações, limitadas. O grande destaque é o menino Nullah, uma graça. É ao mesmo tempo forte e delicado, assim como Lady Ashley, mas que sofre com a interpretação nada criativa de Nicole Kidman. Já o Capataz é a clássica figura do galã, o machão bom de briga, que encara o mundo de frente e nasceu para viver sozinho, que só se apaixonaria por alguém que lhe fosse semelhante. Então conhece Lady Sarah Ashley, uma mulher que, apesar de sua aparente fragilidade, tem personalidade forte, que o faz abrir mão de seus conceitos. Uma tentativa de fazer de Nicole uma nova Vivian Leigh, que viveu Scarlett O'Hara em “E o vento levou”. Com muitos takes abertos de belíssimas paisagens do outback australiano, o filme, no fim, fica apenas como uma uma dupla homenagem: ao país de origem de Baz Luhrmann e a um estilo há muito tempo já enterrado.
FICHA TÉCNICA
Título: "Austrália”
Título original: Australia
País: EUA/Austrália
Ano: 2008
Direção: Baz Luhrmann
Roteiro: Baz Luhrmann & Ronald Harwood
Elenco principal: Hugh Jackman, Nicole Kidman, David Wenham, Brendan Walters.
Duração: 174 min.
Gênero: Romance
Sinopse: Durante a Segunda Guerra Mundial, uma aristocrata inglesa (Nicole Kidman) herda uma fazenda de gado na Austrália. Quando os barões do gado tramam conquistar suas terras, ela relutantemente une forças com um homem áspero (Hugh Jackman) para guiar suas duas mil cabeças de gado através de milhares de quilômetros das terras do país, e enfrenta um bombardeio na cidade de Darwin pelas tropas japonesas, que haviam atacado Pearl Harbor alguns meses antes.
Estréia: 23 de janeiro de 2009.
Mas parece que só valeu mesmo a intenção. O grande pecado do longa de Baz Luhrmann foi tentar ser um novo clássico. A estrutura épica da produção quer fazer do filme um marco, mas tamanha pretensão, que mira em “E o vento levou” e atinge de raspão em “Era uma vez no Oeste” e “A cor púrpura”, acaba acertando no fraco “Pearl Harbor”. A irregularidade da narrativa proporciona momentos interessantes – como o toque de humor na cena em que Sarah conhece o Capataz ou a única cena de canguru – e sensíveis – a história do menino aborígene e seu avô profeta, por exemplo – mas não chega lá. Luhrmann até tenta dar um toque pessoal à estrutura do filme, o que nos faz pensar por um momento que o filme vai deslanchar, mas a tentativa não ultrapassa os primeiros dez minutos, onde vemos alguns truques de edição que não foram suficientes para tornar “Austrália” um filme moderno.
A opção pela linguagem do clássico-narrativo faria do filme um sucesso há 20 ou 25 anos, mas hoje técnicas já superadas como closes em momentos de grande sentimentalismo, trilha sonora com notas altas para criar um clímax nas cenas importantes, um certo maniqueísmo na construção dos personagens (bons e maus bem definidos), e edição em câmera lenta das cenas mais tensas já não atraem a “geração videoclipe” que o próprio Baz soube cativar – e eu diria, ironicamente, ser ele um de seus maiores ícones – em “Moulin Rouge – Amor em vermelho” e “Romeu+Julieta”.
Os personagens são simpáticos, mas as atuações, limitadas. O grande destaque é o menino Nullah, uma graça. É ao mesmo tempo forte e delicado, assim como Lady Ashley, mas que sofre com a interpretação nada criativa de Nicole Kidman. Já o Capataz é a clássica figura do galã, o machão bom de briga, que encara o mundo de frente e nasceu para viver sozinho, que só se apaixonaria por alguém que lhe fosse semelhante. Então conhece Lady Sarah Ashley, uma mulher que, apesar de sua aparente fragilidade, tem personalidade forte, que o faz abrir mão de seus conceitos. Uma tentativa de fazer de Nicole uma nova Vivian Leigh, que viveu Scarlett O'Hara em “E o vento levou”. Com muitos takes abertos de belíssimas paisagens do outback australiano, o filme, no fim, fica apenas como uma uma dupla homenagem: ao país de origem de Baz Luhrmann e a um estilo há muito tempo já enterrado.
FICHA TÉCNICA
Título: "Austrália”
Título original: Australia
País: EUA/Austrália
Ano: 2008
Direção: Baz Luhrmann
Roteiro: Baz Luhrmann & Ronald Harwood
Elenco principal: Hugh Jackman, Nicole Kidman, David Wenham, Brendan Walters.
Duração: 174 min.
Gênero: Romance
Sinopse: Durante a Segunda Guerra Mundial, uma aristocrata inglesa (Nicole Kidman) herda uma fazenda de gado na Austrália. Quando os barões do gado tramam conquistar suas terras, ela relutantemente une forças com um homem áspero (Hugh Jackman) para guiar suas duas mil cabeças de gado através de milhares de quilômetros das terras do país, e enfrenta um bombardeio na cidade de Darwin pelas tropas japonesas, que haviam atacado Pearl Harbor alguns meses antes.
Estréia: 23 de janeiro de 2009.
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Oscar
quinta-feira, 22 de janeiro de 2009
Indicados devem estrear antes do dia 22
Más notícias para quem vai encarar a maratona de assistir ao máximo de filmes indicados ao Oscar. Os principais concorrentes a uma estatueta dourada só devem estrear no mês que vem. Agora uma boa notícia: janeiro já está acabando!
Cruzei algumas fontes na internet e consegui descobrir a data de estréia da maioria dos filmes que ainda não chegaram ao Brasil. E descobri que logo na primeira semana de fevereiro são esperados dois grandes filmes: “O leitor” e “Dúvida”.
Mas antes de o mês acabar, será possível assistir a “Austrália”, que tem apenas uma indicação (figurino), e “Foi apenas um sonho”, com a dupla de “Titanic”, Kate & Leo. Sem falar nos que ainda estão em cartaz, como “Vicky Cristina Barcelona” (que já está saindo de cartaz!), “Bolt – Supercão” (aff!) e “A troca”, que rendeu uma indicação de melhor atriz para Angelina Jolie. E ainda o campeão de indicações “O curioso caso de Benjamin Button”, já visto por esse blog.
Concorrendo em categorias menores, muitos filmes já estão disponíveis em DVD. As exceções são “Batman – O cavaleiro das trevas” e “Wall-e”, com 8 e 6 indicações respectivamente, que também já podem ser vistos no conforto do lar.
A pior notícia foi ver que “Quem quer ser um milionário?”, o provável vencedor de melhor filme, só deve estrear depois do dia 22. Uma pena.
Agora é preparar o bolso e organizar a agenda!
Boa sorte!
EM DVD
Batman – O cavaleiro das trevas (The dark knight)
Wall-E (Wall-E)
Homem de Ferro (Iron Man)
O procurado (Wanted)
Trovão tropical (Tropic thunder)
Na mira do chefe (In bruges)
Kung Fu Panda (Kung Fu Panda)
Hellboy 2 – O exército dourado (Hellboy 2 – The golden army)
EM CARTAZ
O curioso caso de Benjamin Button (The curious case of Benjamin Button)
Vicky Cristina Barcelona (Vicky Cristina Barcelona)
Bolt – Supercão (Bolt)
A troca (Changeling)
Austrália (Australia)
Foi apenas um sonho (Revolutionary road)
O leitor (The reader)
Dúvida (Doubt)
O casamento de Rachel (Rachel getting married)
O lutador (The wrestler)
ESTRÉIAS PREVISTAS:
20 DE FEVEREIRO
Frost/Nixon (Frost/Nixon)
Milk – A voz da igualdade (Milk)
27 DE FEVEREIRO
Um ato de liberdade (Defiance)
06 DE MARÇO
Simplesmente feliz (Happy-Go-Lucky)
Quem quer ser um milionário? (Slumdog millionaire)
SEM PREVISÃO
Rio congelado (Frozen river)
The visitor
INDISPONÍVEL
A duquesa (The duchess)
Cruzei algumas fontes na internet e consegui descobrir a data de estréia da maioria dos filmes que ainda não chegaram ao Brasil. E descobri que logo na primeira semana de fevereiro são esperados dois grandes filmes: “O leitor” e “Dúvida”.
Mas antes de o mês acabar, será possível assistir a “Austrália”, que tem apenas uma indicação (figurino), e “Foi apenas um sonho”, com a dupla de “Titanic”, Kate & Leo. Sem falar nos que ainda estão em cartaz, como “Vicky Cristina Barcelona” (que já está saindo de cartaz!), “Bolt – Supercão” (aff!) e “A troca”, que rendeu uma indicação de melhor atriz para Angelina Jolie. E ainda o campeão de indicações “O curioso caso de Benjamin Button”, já visto por esse blog.
Concorrendo em categorias menores, muitos filmes já estão disponíveis em DVD. As exceções são “Batman – O cavaleiro das trevas” e “Wall-e”, com 8 e 6 indicações respectivamente, que também já podem ser vistos no conforto do lar.
A pior notícia foi ver que “Quem quer ser um milionário?”, o provável vencedor de melhor filme, só deve estrear depois do dia 22. Uma pena.
Agora é preparar o bolso e organizar a agenda!
Boa sorte!
EM DVD
Batman – O cavaleiro das trevas (The dark knight)
Wall-E (Wall-E)
Homem de Ferro (Iron Man)
O procurado (Wanted)
Trovão tropical (Tropic thunder)
Na mira do chefe (In bruges)
Kung Fu Panda (Kung Fu Panda)
Hellboy 2 – O exército dourado (Hellboy 2 – The golden army)
EM CARTAZ
O curioso caso de Benjamin Button (The curious case of Benjamin Button)
Vicky Cristina Barcelona (Vicky Cristina Barcelona)
Bolt – Supercão (Bolt)
A troca (Changeling)
Austrália (Australia)
Foi apenas um sonho (Revolutionary road)
O leitor (The reader)
Dúvida (Doubt)
O casamento de Rachel (Rachel getting married)
O lutador (The wrestler)
ESTRÉIAS PREVISTAS:
20 DE FEVEREIRO
Frost/Nixon (Frost/Nixon)
Milk – A voz da igualdade (Milk)
27 DE FEVEREIRO
Um ato de liberdade (Defiance)
06 DE MARÇO
Simplesmente feliz (Happy-Go-Lucky)
Quem quer ser um milionário? (Slumdog millionaire)
SEM PREVISÃO
Rio congelado (Frozen river)
The visitor
INDISPONÍVEL
A duquesa (The duchess)
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